Total de visualizações de página

domingo, 25 de outubro de 2015

Fundamental


Mais um texto "antigo"... Esse, escrevi em 1/6/2012, enquanto ainda cursava Pedagogia.
Prometo que em breve o blog terá publicações recentes, por enquanto, seguimos nessa linha. Boa leitura ;)

A criança, até certa idade, necessita de um contato social afim de enraizar em seu comportamento ainda inocente, valores que regem a sociedade, as pessoas no meio em que vive. As crianças aprendem através de exemplos, sejam eles positivos ou negativos, serão repetidos como atos diante de um espelho. Tendo em vista que a criança carece de tais exemplo, vivências e acompanhamento para agregar cada vez mais a postura, comportamento, seja lá como podemos chamar a sua cultura, a importância dessa construção social se dá principalmente no âmbito da coletividade, ou seja, uma vez que o ser está bem apropriado aos costumes, forma de pensar ou agir coletivo, não haverá dificuldades quanto à adaptação ao meio em que se encontra. Além do que, citando até mesmo o aspecto da cidadania, um sujeito sem preparo, sem uma devida "construção social" não desempenhará da melhor forma o seu papel de cidadão em meio à sociedade.
Inato nada mais é que aquilo que já sabemos ao nascer, quando não, o conhecimento é tido como adquirido. E eu, que caminho em direção diametralmente oposta à Piaget, "vygotskyanamente" falando, entendo o conhecimento como adquirido.
O Educador tem o papel fundamental na vida dos outros, de mostrar uma perspectiva além da que já é vista, abrir um leque de sugestões, saídas, outras vertentes para uma mesma realidade. Fica um tanto subjetiva essa explicação com minhas palavras, visto que enxergo o papel do Educador como algo divino, afinal, é a capacidade que o homem tem de redescobrir o mundo, redescobrir-se e mostrar a outrem toda essa enorme descoberta, é fascinante, e como sempre friso, FUNDAMENTAL.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A águia e a tartaruga

Esse, é um texto de 23/03/2012, escrito para a faculdade de Pedagogia. Não recordo a disciplina, mas a temática era o "instinto de tartaruga" citado por Nietzsche em algum momento da vida (para quem tiver interesse, encontrei esse arquivo que aborda a temática: REVERBERAÇÕES NIETZSCHEANAS SOBRE EDUCAÇÃO E INSTINTO).



A civilização ocidental educa os homens para desenvolver apenas o instinto de tartaruga como fora citado por Nietzsche, afinal, o homem perde a cada dia que passa, mais e mais a vontade de se impor diante das situações, ocasionando um conformismo geral, e uma alienação em massa. Ainda sim, o mais curioso é que em meio a esse “comportamento” do homem ocidental que se omite e não gera mudanças, percebemos uma nítida insatisfação, até mesmo indignação diante dos fatos. Chega a ser contraditório: não estou satisfeito, porém não me movimento para melhorar as coisas. Mas por que agir assim então? Ora, é muito mais cômodo seguir o fluxo e “levar a vida com a barriga do que se mobilizar diante de uma causa, arregaçar as mangas e se propor a mudar. Mas o que ainda motiva, é que nem tudo está perdido, a final, como para toda regra existe uma exceção, assim já dizia o velho ditado, existem sim “águias” espalhadas por aí em diversos patamares: alguns alunos, raros professores, mas que com toda certeza, (ao menos para mim que ainda possuo uma visão otimista de mundo) poderão a longo prazo fazer alguma diferença, se é claro semearem seus ideais, multiplicando as forças e regendo futuramente quem sabe, a Educação que é digna a todos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

August 20 2010


Somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Com esse pensamento, publico esse texto que escrevi há exatos 5 anos atrás, numa madrugada, enquanto a mente vagueava...





Enquanto minha mente vagueava ontem, comecei a pensar em alguns aspectos da vida, cujo os quais posso dizer que me motivam cada vez mais a continuar sendo como sou e quem sou. O que acontece é que existem aí pelo mundo, tipos e tipos de pessoas. Ao meu ver devo citar:

• as que escutam as demais e as que expõem seu ponto de vista;
• a massa e as que influenciam a massa;
• as que esperam receber ordens e as aceitam quando recebem, independente de qual seja e as que ditam as regras, ou no mínimo questionam;
• as que pensam no futuro e "pescam" no agora e as que planejam o futuro sem deixar de viver o mais importante, o agora;
• as que sonham com um mundo melhor e as que providenciam um mundo melhor, fazendo sua parte;
• as que se queixam do mundo por ser como é e as que tentam com humor, relevar o irrelevante para não se contaminarem;
• as que fazem do sorriso um pagamento a quem faz uma graça e apenas isso e as que fazem do sorriso o seu remédio mais eficaz contra as dores do mundo;
• as que geram pensamentos bons, porém trancam-os dentro de si mesmas e as que às vezes nem pensam, mas compartilham o momento com o todo;
• as que dão carinho procurando recebê-lo de volta e as que não costumam dá-lo, mas quando fazem, esse carinho é verdadeiro;
• as que leem os posts de outras pessoas e as que postam, sem esperar expectadores, mas sim, postam como uma certa forma de desabafo;

Agradeço a Deus pela oportunidade da Vida e pela oportunidade a qual nos foi concebida de fazer o quisermos dela, claro que, tomando como nossas as possíveis e decertas consequências. Com relação a todas essas sentenças, procuro me manter na maioria das vezes, mais próxima das segundas opções. Claro que nem sempre é fácil, mas me considero como a todos, muito capaz. Tudo tem seu propósito e nenhuma oportunidade aparece na vida para não ser seguida.
Por hoje é só.

domingo, 16 de agosto de 2015

Favela

Escrito por mim em 11/04/2012. Essas breves linhas falam por si só.
A imagem é Morro da Favela, 1924 - Tarsila do Amaral.

À margem da sociedade,
sempre esconde seu valor,
vista somente com maus olhos
há quem diga que valor não exista,
mas dentro dela,
quem é que pode dizer que não existe 
amor?




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

“Quem” é o professor primário?

Esse texto é de 19/06/2012. Escrevi para um questionamento do curso de Pedagogia que iniciei no mesmo ano, e um dia, ainda irei concluir. 
Dedico àqueles(as) que desempenham o papel mais belo que se pode existir: a arte de lecionar.





A ambivalência no âmbito de “Quem é o professor primário?” ou “É profissão pra cuidar de crianças, não é ensinar...” é permeada principalmente pelo vínculo entre a docência, as atividades do lar e o aspecto vocacional, ou seja, cada vez mais é atribuída ao trabalho docente uma visão de trabalho servil e dócil, diferenciando-o das demais atividades exercidas pelas outras categorias de trabalhadores. Principalmente no âmbito da Pedagogia no que diz respeito às séries iniciais, o que torna mais propenso ao processo de proletarização, se compararmos, por exemplo, com os professores universitários, que continuam mantendo seu “prestígio social”.
O fato é que o processo de proletarização que vem desvencilhando esse assunto da ambivalência não deveria de forma alguma atingir a classe docente, visto que, para que o homem atinja seus objetivos e méritos futuros, para gozar posteriormente de prestígio social, autonomia na execução de suas atividades com o devido reconhecimento, ele deve passar por um processo de educação que se inicia na infância, processo esse que, independentemente de ser aplicado por “dóceis professoras da classe primária”, é indispensável no caminho à sua formação, ou seja, essa desvalorização que vem ocorrendo e se tornando mais nítida a cada dia com relação aos professores é totalmente contraditória ao processo de educação, uma vez que estamos desvalorizando o que há de mais belo e essencial na vida humana, o caminho ao conhecimento.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Minha Parte

Para inaugurar o blog, publicarei este texto escrito em 09/03/2010.
Lembro-me que o escrevi dentro do metrô, inclusive quase perco a estação, tamanha a distração na ocasião. Posso dizer que é para mim, um texto de grande valor sentimental.



Às vezes me pego pensando,
Será...
Que um dia as pessoas serão mais felizes?
Que as guerras cessarão?
Que sentimentos como o egoísmo e a ganância se extinguirão de vez?

Às vezes acredito que sim...
Que o mundo se tornará um lugar melhor...
Que o fim da pobreza, não só material, mas também de espírito, está próximo...
Que as pessoas buscarão cada vez mais o seu progresso, subirão os degraus da escada da evolução, almejando serem criaturas melhores...

Às vezes, infelizmente, não é o que eu vejo,
Afinal...
Os homens pisam uns nos outros, em seus irmãos...
Se comem, se cospem e não se respeitam...
As pessoas não dão valor nem às suas próprias vidas e vendem-se por tão pouco...
Até a esperança já não se mostra tão confiante...

Às vezes, depois de pensar em tudo isso, reflito e chego à algumas conclusões:
Por mais que a estrada pareça longa, ela sempre tem um fim...
Ainda sim, se faltar o ânimo, devo buscá-lo em algum canto dentro de mim, sei que o encontrarei...
Minha parte pode ser pequena, mas é uma parte e é minha.
Então, ponho me a escrever...