Total de visualizações de página

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

“Quem” é o professor primário?

Esse texto é de 19/06/2012. Escrevi para um questionamento do curso de Pedagogia que iniciei no mesmo ano, e um dia, ainda irei concluir. 
Dedico àqueles(as) que desempenham o papel mais belo que se pode existir: a arte de lecionar.





A ambivalência no âmbito de “Quem é o professor primário?” ou “É profissão pra cuidar de crianças, não é ensinar...” é permeada principalmente pelo vínculo entre a docência, as atividades do lar e o aspecto vocacional, ou seja, cada vez mais é atribuída ao trabalho docente uma visão de trabalho servil e dócil, diferenciando-o das demais atividades exercidas pelas outras categorias de trabalhadores. Principalmente no âmbito da Pedagogia no que diz respeito às séries iniciais, o que torna mais propenso ao processo de proletarização, se compararmos, por exemplo, com os professores universitários, que continuam mantendo seu “prestígio social”.
O fato é que o processo de proletarização que vem desvencilhando esse assunto da ambivalência não deveria de forma alguma atingir a classe docente, visto que, para que o homem atinja seus objetivos e méritos futuros, para gozar posteriormente de prestígio social, autonomia na execução de suas atividades com o devido reconhecimento, ele deve passar por um processo de educação que se inicia na infância, processo esse que, independentemente de ser aplicado por “dóceis professoras da classe primária”, é indispensável no caminho à sua formação, ou seja, essa desvalorização que vem ocorrendo e se tornando mais nítida a cada dia com relação aos professores é totalmente contraditória ao processo de educação, uma vez que estamos desvalorizando o que há de mais belo e essencial na vida humana, o caminho ao conhecimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário