Dedico àqueles(as) que desempenham o papel mais belo que se pode existir: a arte de lecionar.
A ambivalência no âmbito de “Quem é o professor primário?” ou “É
profissão pra cuidar de crianças, não é ensinar...” é permeada principalmente
pelo vínculo entre a docência, as atividades do lar e o aspecto vocacional, ou
seja, cada vez mais é atribuída ao trabalho docente uma visão de trabalho
servil e dócil, diferenciando-o das demais atividades exercidas pelas outras categorias de trabalhadores. Principalmente no âmbito da
Pedagogia no que diz respeito às séries iniciais, o que torna mais propenso ao
processo de proletarização, se compararmos, por exemplo, com os professores
universitários, que continuam mantendo seu “prestígio social”.
O fato é que o processo de proletarização que vem desvencilhando esse assunto
da ambivalência não deveria de forma alguma atingir a classe docente, visto
que, para que o homem atinja seus objetivos e méritos futuros, para gozar
posteriormente de prestígio social, autonomia na execução de suas atividades
com o devido reconhecimento, ele deve passar por um processo de educação que se
inicia na infância, processo esse que, independentemente de ser aplicado por
“dóceis professoras da classe primária”, é indispensável no caminho à sua
formação, ou seja, essa desvalorização que vem ocorrendo e se tornando mais
nítida a cada dia com relação aos professores é totalmente contraditória ao
processo de educação, uma vez que estamos desvalorizando o que há de mais belo
e essencial na vida humana, o caminho ao conhecimento.

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